Complemento Nominal e Adjunto Adnominal

Tempo de leitura: 4 minutos

Diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal

Complemento nominal e adjunto adnominal, saiba como diferenciá-los!

Muitos são os estudantes e concurseiros que têm dúvidas em relação ao complemento nominal e adjunto adnominal. Neste artigo, você realmente entenderá a diferença entre esses termos de forma clara e objetiva.

Primeiramente, a confusão ocorre apenas com as preposições “de – do – da“, as demais preposições são mais tranquilas. Quando houver essas três preposições, você perceberá que elas estarão ligadas a um substantivo.

A primeira diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal

O termo preposicionado, isto é, seguido de preposição ligado a um substantivo concreto será sempre um adjunto adnominal. Com isso, fica mais fácil, pois o complemento nominal nunca estará ligado a um substantivo concreto.

Exemplos:
1. A casa de Paula é muito linda.
2. Nunca comprei um anel de ouro.
3. Gosto de comer carne de boi.

Perceba que esses termos seguidos de preposição estão ligados a um substantivo concreto, exercendo a função de adjunto adnominal. Lembre-se de que o complemento nominal nunca estará ligado a um substantivo concreto.

A segunda diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal

Já sabemos que a confusão ocorre quando as preposições “de – do – da” aparecem nas frases. Todavia você perceberá que o termo preposicionado estará ligado a um substantivo abstrato.

Se o termo preposicionado estiver ligado a um substantivo abstrato, devemos observar se esse termo tem sentido ativo ou passivo. Caso tenha sentido ativo (faz a ação), será um adjunto adnominal; caso seja sentido passivo (sofre a ação) será complemento nominal.

Exemplo de sentido ativo:

1. A crítica do aluno foi muito forte.
2. A descoberta de Pedro ajudou na solução do crime.
3. A análise do professor foi muito profunda.

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Perceba que os termos destacados (fazem a ação), portanto são adjuntos adnominais. Sempre que quiser saber se o termo tem sentido ativo, basta questionar o substantivo abstrato, ou seja, o substantivo a que a preposição está ligada.

Quem fez a crítica?
O aluno

Quem descobriu?
O Pedro

Quem analisou?
O professor

Percebeu que fica mais fácil para encontrar o sentido ativo. Normalmente, você transforma o substantivo em um verbo e o coloca no passado, tentando encontrar quem fez a ação.

Quando o termo apresentar sentido passivo (sofrer a ação), ele será complemento nominal. É bem simples! Se o termo preposicionado não for ativo, certamente ele será passivo. Por essa lógica, fica mais fácil de encontrar a diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal.

A descoberta do Brasil ajudou na solução do crime.
A análise do livro foi muito profunda.

Quem descobriu?
Alguém

Quem solucionou?
Alguém

Quem analisou?
Alguém

Perceba que nos dois casos, o termo agente foi “alguém“, logo os termos destacados só podem ser passivos, dado que não fazem a ação sobre o substantivo. Além disso, é possível perceber a diferença pelo sentido das frases, basta pensar um pouquinho.

1. O Brasil foi descoberto por alguém.
2. O livro foi analisado por alguém.

Está ficando cada vez mais fácil de entender a diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal. Para ajudar ainda mais, assista a esta videoaula, que fala sobre esse assunto. O Professor Leo explica de forma clara e objetiva essa dúvida de muitos alunos e concurseiros.

A terceira diferença entre o complemento nominal e adjunto adnominal

Há vários casos em que não é possível transformar o substantivo abstrato em um verbo, mas basta tentar encontrar o termo agente (quem faz a ação). Vejamos pelos exemplos abaixo.

1. O medo de escuro.
2. Ele teve um sentimento de raiva.

Não é possível transformar os dois termos “medo e sentimento” em um verbo. Todavia é percebível que os termos preposicionados não executam a ação. Quando for assim, basta fazer esta pergunta: QUEM TEM + SUBSTANTIVO.

Quem tem medo?
Alguém

Quem tem sentimento?
Alguém

Entendeu agora como é que se faz? Os termos “de escuro – de raiva” são passivos, pois não são eles que exercem a função de agente na frase.

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